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 Cathédrale Notre Dame

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The Death
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MensagemAssunto: Cathédrale Notre Dame   Qua Maio 23, 2012 10:24 am


           Cathédrale Notre Dame
            1940 - 2040


A Catedral de Notre-Dame de Reims forma, juntamente com a Catedral de Chartres, a dupla de catedrais góticas mais importantes da França. Localiza-se na cidade de Reims, na região de Champagne. Foi construída no século XIII, em substituição a uma antiga igreja incendiada. O local onde se encontra a Catedral de Reims teria sido o local do batismo do rei Clóvis I. Famosa por sua arquitetura fantástica e detalhes impressionantes, é um dos pontos turísticos mais visitados da França.

[P.S.: Esse local se encontra fora de Paris, na Cidade de Reims.]










Última edição por The Death em Sab Abr 18, 2015 1:23 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cathédrale Notre Dame   Qui Fev 19, 2015 4:50 pm


amrstrong, john.
"Cof, cof, cof. Pai, por que o senhor tem que fumar tanto?" "Torço para que não, mas um dia, Jörn, você entenderá." "Tenho certeza de que não vou entender, pai." Quem diria que seu pai, um completo viciado em cigarros, estaria certo...? É difícil acreditar que, dentre todas as qualidades do seu pai, ele herdaria logo seus vícios, seu mau humor e um desapego com a vida tão grande quanto o total de pedaços em que sua alma havia se partido. Suas mãos estavam tão geladas que chegava a dificultar seus movimentos com os dedos -por mais que o clima não estivesse tão frigido-, mas aparentemente John não se importava, pois continuava a espiar pela fresta da persiana as crianças que brincavam de bola na rua, o que desabava sobre ele um diluvio de sentimentos e pensamentos nostálgicos, por mais que boa parte das suas lembranças tenham se dissolvido. Ele se lembrava da vez em que viajou para Paris com seu pai. Foi uma viagem estranha, todos os antigos sócios do seu pai (vários amigos de vários anos) os olhavam de maneira estranha quando os avistava caminhando pela rua. Seu pai olhava para o chão e caminhava em passos largos e rápidos, como se estivesse fugindo de algo ou de alguém. John, na época, não entendi muito bem porque todos os olhavam daquela maneira se a guerra já havia acabado e todos eram amigos novamente. Ao chegar hotel em que estavam hospedados, seu pai tremia e suava bastante, mas ao voltar sua atenção para seu filho, mostrou-se forte e dominante como sempre, o que fazia John se sentir quase invencível. John senta-se sobre a bancada da janela e analisa o ambiente ao redor enquanto seu pai abre uma outra janela e deslacra a segunda cartela de cigarros em menos de vinte e quatro horas. John nota que há algo de errado, então inocentemente sugere ao seu pai parar de fumar, o que foi o assunto principal por cerca de meia hora, até que John decidiu descer um pouco para não morrer de tédio. Seu pai tenta o impedir, mas como explicar o ódio do homem ao garoto mais inocente e dócil que ele já havia conhecido? Durante seu percurso, John, que de sua janela já havia notado algumas casas destruídas, passa mais próximo dos destroços e analisar a situação, só que se afasta o mais rápido possível ao escutar alguém sibilar algo parecido com "malditos alemães". Ao se aproximar de algumas crianças que brincavam na esquina, John é bem recebido como o último integrante que faltava para o time de futebol de Pierre ficar completo. O jogo começa e em menos de cinco minutos termina ao sinal do primeiro gol marcado por um forasteiro indesejado que ocupava a posição de atacante (sua posição natural de maior prestígio), ao ser notado pelo pai de um dos meninos franceses:

"Ei, quem é você?!" perguntava Wagner, o pai de Pierre.

Inicialmente John não se toca que a pergunta era para ele, e por isso demora alguns instantes para se tocar e finalmente responder: — Sou Jörn Wolfgang. —, palavras que foram suficientes para tornar o clima um tanto quanto tenso.

"Wolfgang? De onde você é?" perguntava novamente o dono da mercearia da esquina.

John lembrava-se da vez em que seu pai o dissera para nunca ter vergonha de revelar sua origem, e que fizesse isso com orgulho em meio às sílabas: — Sou Jörn Zacharias Wolfgang II da Alemanha. —, pronunciou com o peito estufado e a voz rígida, o que foi até demais para acarretar um clima não muito afável entre as pessoas daquela pequena região.

"Da Alemanha? Não tem vergonha de andar pelo país que seus pais mancharam de sangue, bastard alemão!?" gritou uma mulher do outro lado da rua que arrastava o seu filho para dentro de casa: "Não quero você brincando com nenhum maldito alemão, Gastão!"

De um instante para o outro todos olhavam para John com um olhar feroz e cheio de ódio, como se ele sozinho fosse culpado de todo o mal durante os últimos quatro anos. Ele não sabia o que fazer, não sabia para onde ir, queria mais que tudo correr e voltar para o hotel, mas simplesmente não sentia seu corpo, até que Wagner se aproximou dele em passos largos e desferiu sobre ele um soco que o fez rolar para a rua e machucar a parte inferior do lábio e o nariz. Ao olhar o adulto do chão, John pensou que fosse seu fim, até que seu pai apareceu e se meteu na sua frente murmurando "me desculpem, por favor, meu filho não sabe o que faz, ele é apenas uma criança tola". John não entendia porque seu pai dizia aquelas coisas, mas sabia que era melhor cooperar.

---

Aquela era uma das suas piores lembranças. Além de tomar um soco que realmente doeu dado por um trouxa, seu pai se humilhava como se os franceses fossem superiores. Ele levou o cigarro a boca e deu uma última tragada até o atirar pela janela. Voltando-se para sua cama, John objetivava dormir, mas parece que alguns fantasmas do passado o fariam revirar a cama em busca do sono, então talvez fosse melhor dar uma volta e reconstruir suas lembranças daquele lugar. O incrível é que ele estava instalado no mesmo hotel que ficara com seu pai anos atrás, e pouca coisa havia mudado. "Incrível!", admitia John. Sua camisa estava jogada em uma das cadeiras da pequena mesinha próxima do armário. Não era uma roupa recomendável para vagar por um lugar tão refinado quanto Paris, mas quando todas as pessoas quais as opiniões lhe importam estão mortas, suas vestes são as coisas mais insignificantes do universo. Ao colocar a camisa, John guarda sua varinha no bolso e sai do prédio.  

— Os trouxas são seres realmente conservadores. — admitiu John ao se deparar com alguns prédios que refrescavam sua memória. Inicialmente, ao reencontrar os estabelecimentos que vira antes, pensou em adentrá-los e contar as mudanças do cenário, mas não sabia como aquilo poderia melhorar seu humor. Na verdade, ele não tinha a mínima ideia do que poderia fazer para melhorar seu humor. Está na cara que vir para Paris não foi uma boa ideia, até porque Paris ainda é sinônimo de casais apaixonados se amando com olhares ou mesmo com lábios, o que o fazia lembrar de Marry e da vez que os dois juntos dançaram pela última vez Tu Es Partout - Edith Piaff até adormecerem no sofá da sala.

De um instante para o outro John retorna ao presente quando algumas gotas d'água despencam do céu. Ele resolve então, antes de ser abrigar, olhar para as nuvens que denunciavam o que as gotas anunciavam. Seu forte nunca foi apreciar as coisas mais simples e naturais da vida, mas nos últimos cinquenta anos ele havia parado para analisar principalmente as nuvens. As formas não o faziam lembrar de absolutamente nada, mas ele entendia o céu como uma das mais belas pinturas já produzidas por Deus. Talvez fossem as cores, o movimento, a imperfeição, a simplicidade... É realmente difícil de entender, mas aquilo tudo era magnífico para ele. Ao sentir a chuva "engrossar", John fecha os olhos, guarda suas mãos em seu bolso e sorri como se aquele fosse um exclusivo prazer em estar vivo. — Carpe Diem... —, sussurrava ele mesmo em meio ao "mau" clima. Algumas pessoas o observavam e achavam estranho um homem cheio de cicatrizes no rosto e de cabelos desalinhados permanecer na chuva como um completo retardado correndo o risco de ficar resfriado, o que faz John sentir a necessidade de parar de chamar atenção e enfim se abrigar debaixo do beiral de uma cafeteria aleatória.


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MensagemAssunto: Re: Cathédrale Notre Dame   Sab Abr 18, 2015 3:40 pm


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A França é um ótimo lugar para se passar as férias, apesar de ser um lugar para casais apaixonados, eu simplesmente odeio essa melosidade toda. Depois de algumas loucuras no Ministério, eu precisava me livrar um pouco do trabalho. Por mais que eu adore o meu departamento, é complicado liderar quando a burocracia não me permite resolver todos os problemas. Todos me veem como uma pessoa que só pensa em trabalho, além de muitos acharem que sou assexuada por não demonstrar interesse por ninguém, a verdade é que eu não tenho paciência para as pessoas e certamente não preciso de alguém para ser feliz. Quanto a só pensar em trabalho, estou passando as férias na frança, se só pensasse em trabalhar, não estaria nesse café adorável saboreando esse delicioso capuccino.

A chuva caia aos poucos, ali do café dava para ter a vista da Cathédrale Notre Dame. Era realmente uma vista esplêndida e privilegiada de onde eu me encontrava. Inspirei fundo e tomei um gole do meu café enquanto reparava a simplicidade e a elegância dos franceses que caminhavam na calçada. Por um momento duas pequenas meninas que aparentavam ser irmãs, cruzavam a rua, observei sorrindo até uma lágrima cair em meu rosto. Tinha saudade da minha irmã mais nova, não a via fazia alguns anos mas mantínhamos contato por cartas. Por conta da sua teimosia, ela resolveu sair de casa e morar com a nossa avó. Não a culpava, depois que a nossa mãe faleceu, nosso pai se tornou um homem extremamente amargo. Mas alguém precisava tomar conta dele, e sobrou para a mais velha fazer o trabalho.

Recebendo algumas cantadas aqui e ali, solto um sorriso delicado para mostrar gratidão. Realmente eu causava uma certa inveja em mulheres trouxas e bruxas, talvez pela minha beleza e minha inteligência, ou até mesmo pelo meu charme encantador. O fato é que amigas, eu jamais tive, não suporto as conversas e os mimimis do sexo feminino. Estava vestindo uma camisa social com uma saia lápis acima do joelho e uma longa meia calça preta. Finalizando o ''look'', um sapato de salto alto e um blazer por cima da camisa que possuía um bolso interior para a varinha, feita da madeira de um carvalho.

Observei um homem parado à minha frente, ele parecia ser solitário e com uma feição um pouco triste. Sorrio com o canto dos lábios e o cutuco: - O que você faz sozinho nessa chuva? - Disse bebendo um gole do capuccino em seguida.

Tinha a imressão de conhecê-lo de album lugar, has não me recordava de onde, apneas esperei a resposta do homem enquanto bebia o meu café e observava a chuva engrossar.
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John Armstrong Walker
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MensagemAssunto: Re: Cathédrale Notre Dame   Dom Abr 19, 2015 2:02 am


amrstrong, john.
Um, dois, três... Tanto faz, ele só queria apagar a memória dos últimos anos, mesmo que para isso sua saúde precisasse ser prejudicada com alguns tragos em algumas dezenas de cigarros. A chuva o fazia se sentir melhor, ao menos. O cheiro de terra molhada de alguma maneira afogava o cheiro do cigarro, o que transmitia, por algum motivo, uma certa tranquilidade para John. As pessoas corriam sozinhas ou em par para se abrigar da chuva, atividade que naquela cidade só elevava o clima de romance. Outras se beijavam na chuva sem se importar com quem estava olhando ou com os dias seguintes, quando seus narizes quase caírem por conta do resfriado. John, com um sorriso discreto e sonhador só podia os admirar como jovens tolos e inocentes que aproveitam a vida melhor do que muita gente. Ao dar mais uma tragada em seu cigarro, em busca de apoio ele se debruça na grade da cafeteria ainda debaixo do beiral, o que convém para seus olhos notarem mais uma vez o lugar, só que com mais atenção: ele não havia se dado conta, mas em meio aos seus passos largos e sua distração contínua, acabou chegando na Cathédrale Notre Dame. O lugar sem qualquer sombra de dúvida era uma das suas lembranças mais fieis. Certamente era difícil esquecer a arquitetura gótica de uma igreja que se mantem inteira com um pouco menos de setecentos anos. Observando fixamente o lugar carregado de lembranças, ele acaba revivendo de um segundo para outro quando conheceu a igreja com seu pai. A guerra ainda não tinha começado, o que torna a situação menos dramática, mas essa história ele prefere não relembrar por completa - foi quando conheceu Marie, seu primeiro e único amor.

Voltando ao momento, John toma consciência de que estava fumando dentro do ambiente de uma cafeteria trouxa, o que poderia ser bem incomodo para quem estivesse ali e foi então que ele se virou para analisar quantas pessoas estavam ali e o quanto poderia ter sido inconveniente. Ao se virar pela primeira vez, algo por ele passa tão rápido que o conduz a olhar pela segunda vez com maior atenção: era uma mulher aparentemente comum se não fosse, inicialmente, pela sua beleza, pelo seu olhar confiante, e, em segundo plano, pelo fato dessa simples mulher ser Adeline Lancaster, chefe do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. O departamento dela não o causava problema - antes o controle de criaturas mágicas importasse alguma coisa para um fugitivo de mais de um século de existência -, mas Adeline não era conhecida apenas por ser uma chefe de departamento, e certamente as descrições do Profeta Diário não engradeceria tanto alguém se esse alguém não fosse realmente interessante para alguns e perigosos para outros.

— Droga... —, sussurra John enquanto arquitetava um plano para sair sem ser notado. Ser um fugitivo de mais de um século poderia não parecer um grande problema (as pessoas nem lembrariam dele), mas o desaparecimento de um homem condenado por crimes de guerra e pelo assassinato de inúmeros bruxos e trouxas ainda era comentado pelos ministeriais - sim, John tinha algumas fontes de informação - por conta de alguns manuscritos encontrados em seu quarto que denunciavam a hipótese da sua eternidade (ele era como uma lenda para os homens do governo).

Tentando disfarçar o pressentimento de que algo ruim estava prestes a acontecer, ele caminha até a lixeira mais próxima, apaga o cigarro e o atira dentro da lixeira. O tempo todo ele mantem uma das mãos dentro do bolso, segurando a varinha, preparado para qualquer situação. Caminhando de volta para a grade, John olha de conto para Adeline e nota que ela estava com os olhos fixos nele, e provavelmente, depois de uma troca de olhares, ela havia notado que ele a olhava de maneira estranha para ela. Se ele saísse agora ela poderia achar que ele estava fugindo e ele teria que lutar para poder fugir, então a melhor atitude seria esperar até a hipótese de um clima tenso se dissipar: ele volta a se debruçar na grade e tenta de alguma maneira olhar para trás para poder se defender de um ataque, no entanto, quando melhor se posiciona para conseguir olhar para trás, ele sente alguém cutucando seu braço e perguntando o que ele fazia sozinho na chuva. Sua mão envolveu sua varinha em seu bolso, como se ele estivesse ansioso para defender e em seguida atacar, mas antes ele precisava descobrir quem era aquela pessoa. Olhando suavemente para o lado, John nota que aquela era Adeline. Ela aparentemente não estava disposta a entrar em uma duelo, já que tomava um capuccino como se estivesse tudo bem.

— Essa pergunta é um tanto quanto estranha... — John fez uma pequena pausa para recordar o quanto ele odiava seu forte sotaque alemão — ... você também está sozinha. — Ele mexia constantemente os dedos dentro do bolso com a varinha, o que mostrava que sua inquietação era surpreendente - realmente era surpreendente o fato de John, depois de tantos anos e de tantas situações parecidas, ficar nervoso com uma simples ministerial. Esperando pelo desfecho rápido da situação, ele volta o rosto por completo para Adeline, murmura "boa noite", e tenta responder mais rápido que a reação da moça ao olhar nos olhos do fugitivo. Depois da resposta de Adeline, um silêncio constrangedor marca presença durante alguns segundos, pois John permanecia na espreita de um ataque. Quando ele notou que nada estava programado para acontecer agora se sentiu um pouco mais aliviado ao ponto de parar de mexer na varinha e elevar uma das sobrancelhas em tom de dúvida e ironia ao murmurar:

— A senhorita não deveria estar fechando mais algumas lojas no Beco Diagonal ou a protetora das criaturas também tem tempo para tomar café em Paris? — enquanto falava, não se contendo com a piada acaba soltando um sorriso volúvel.


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MensagemAssunto: Re: Cathédrale Notre Dame   Ter Abr 21, 2015 8:41 pm


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Olhar desconfiado e parecendo estar com a varinha nas mãos, certamente era um bruxo. Ótimo, nunca tiro férias e quando tiro tenho que tomar cuidado para não levar um ataque surpresa, é para acabar. Acredito que ele tenha me reconhecido, afinal de contas faço parte do polêmico Ministério da Magia, que esconde segredos que sinceramente nem ouso querer saber. Obviamente o homem ali presente não fazia parte de lá, eu o teria reconhecido, talvez li ao seu respeito no profeta diário? Seu rosto continham linhas de expressões que com certeza eram marcadas pela história, talvez tenha um passado obscuro por trás delas. Tanto o mundo bruxo quanto o trouxa, são cheios de personagens que passaram por tempos terríveis, não era difícil reconhecer alguém que tenha vivido em um. O meu avô era um, e era reconhecível o seu olhar cansado de tanta tristeza. Bom, se fosse alguém perigoso eu me virava.

Com olhar desviado para mim, o homem responde com um forte sotaque alemão dizendo que era uma pergunta estranha e que eu também estava sozinha. Ao ver que o homem não tirava a mão do bolso, revirei os olhos e com um ar sutil de preguiça, suspirei deslizando os dedos por dentro do blazer para estar preparada caso ele ache uma boa ideia atacar. Hoje em dia há bruxos que não dão a mínima para os membros do Ministério, sinceramente eu também não. Mas poxa, até parece que eu sou a vilã da história! Logo depois do seu boa noite, olho diretamente em seus olhos e respondo: - Não é uma pergunta estranha quando você se encontra em uma situação estranha com alguém que você sabe de que mundo veio.- Sorrio ironicamente. Ao ver que ele se acalma e não mexe mais nos bolsos, retiro delicadamente a minha mão de dentro do meu casaco e volto a beber mais um gole do meu café: - Boa noite para o senhor também- .

Às vezes eu prefiro lidar mil vezes com as criaturas mágicas do que com bruxos ranzinzas. Ao ouvir o seu comentário desnecessário, repondo dando os ombros: - Eu faço o necessário para administrar o meu departamento e manter as coisas em ordem. O estado de algumas criaturas no beco diagonal era simplesmente deplorável. - É impressionante, além de ter que aguentar aqueles insuportáveis no trabalho, ainda tenho que lidar com quem anda preocupado com o que eu ando fazendo. Não iria me importar com alguém que mal conheço, ainda assim eu tento ser simpática.

Enquanto ainda chovia, digo em um tom despreocupante: - E o senhor, está se escondendo de quem em Paris?. - Cruzo os braços ainda olhando para o homem, logo depois da sua resposta, sorrio amargamente e o cumprimento esticando uma das mãos: - Pelo visto o senhor sabe o meu nome, qual seria o seu? - .
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MensagemAssunto: Re: Cathédrale Notre Dame   Qua Abr 22, 2015 12:30 am


amrstrong, john.
John, ao notar que a situação parecia no minimo controlada, vira-se totalmente para Adeline (em um gesto de educação, talvez) e sente como se algo estivesse, inicialmente, perfurando sua pele. A "dor" era suportável ao desnivelamento do imaginário com o real, mas John não se aguenta e se rende ao nível do imaginário: ele se perde nos olhos da ministerial, admira o modo como seus cabelos negros de repousam em quase perfeita simetria sobre seus ombros, enxerga a tonalidade e a suavidade de sua pele como criações exclusivas de Deus e se impressiona ao observar como o batom vermelho realçava todas as qualidades admiráveis em uma mulher... No entanto, John se assusta com fato de todas essas características lembrarem uma mulher quase setenta anos mais velha: "Mary", murmura ele em meio ao espanto o nome de sua falecida noiva. Com o ritmo em que anteriormente se desenvolvia a conversa, provavelmente agora ele parecia um completo idiota, perplexo e um tanto quanto assustador, mas ele não conseguia simplesmente olhar para Adeline e não lembrar de Mary. Talvez por isso ele tenha ficado tão nervoso com a presença de uma ministerial comentada no Profeta Diário - depois de tanto tempo e tantas histórias com o Ministério da Magia, sua última preocupação atualmente é a presença do governo -, mas é estranho entender esse fato sabendo que inicialmente ele nem mesmo havia notado a aparência de Adeline com tanta nitidez. Talvez não só a aparência de Adeline lembre Mary, talvez não só seus cheiros sejam no mínimo idênticos, talvez até mesmo seu espírito sejam parecidos ao nível da congruência ou até mesmo da igualdade.

Observando que Adeline o olhava com uma cara um tanto quanto assustada ele tenta explicar, mas acaba gaguejando e fazendo uma mistura estranha entre inglês, alemão e francês na mesma frase:

— De-desculpa... Você me lembra uma pessoa que não vejo faz muito tempo — fez uma pausa para reorientar seus pensamentos e o idioma da conversa — Desculpa novamente. Você me lembra uma pessoa muito importante para mim que infelizmente não vejo faz muito tempo — suspirou — tanto tempo... Lembra mais uma vida. Adeline releva a situação como algo natural, ao analise de John, mas no fundo ela parecia bem incomodada com suas palavras - ou será que ele acabou cometendo mais um erro? Mas para concluir o assunto anterior Adeline comenta algo sobre a matéria do Profeta Diário. John não estava verdadeiramente interessado naquela matéria ou no evento que aconteceu no Beco Diagonal (ele nem ao menos leu a matéria), mas para mostrar interesse balançou a cabeça positivamente quanto a opinião da ministerial e em seguida abaixou o rosto quando ela olhou para seu rosto para concluir. Levantando novamente a cabeça, mas, dessa vez, voltando sua atenção para chuva que continuava a engrossar e se restringindo a olhar em qualquer direção que não fosse para Adeline, ele acaba escutando algo que não lhe parecia muito conveniente para uma conversa aleatória sem más intenções: "...está se escondendo de quem em Paris?". A resposta era sim, mas não pelos motivos que um fugitivo se sente intimidado por tal pergunta vinda de uma ministerial, mas porque ele desejava, antes de se filiar ao Sangue Real e mais precisamente aos Callaghan's, se desapegar de alguns desejos e de algumas lembranças - por isso a tentativa de reconstruir as lembranças daquele bairro.

John, ainda nervoso - entendendo agora o motivo do seu nervosismo -, tenta tramar uma boa resposta para convencer a ministerial:

— Bem... Acredito que se alguém estivesse tentando fugir de alguém ou de algo realmente importante e grandioso, a maneira mais idiota de se fazer isso seria andando na rua quando o céu resolve despencar — ele faz uma pausa para analisar as expressões dela afim de concluir se estava funcionando ou não, mas já volta a falar quando conclui que estava — Isso seria chamar atenção desnecessária... Mas sim, estou fugindo de algo — novamente ele pausa para analisar Adeline e volta rapidamente a falar — do meu trabalho. É estressante ter que lidar com dragões na Romênia - lembrando que lá não tem só dragões. Sou pesquisador: trabalho escrevendo receitas sobre como lidar com criaturas mágicas — ele respira e tenta fazer cara de preocupado — Mas por favor, não conte nada para ninguém.

Ao final da declaração de John, a ministerial sorri de maneira não tão convincente para ele, o que o deixa um pouco apreensivo e com medo de ter que mostrar seus documentos - documentos falsos com seu nome falso: John -, já que a área de Adeline é justamente a de criaturas mágicas, mas ele não tinha escolha, pois aqueles eram os únicos documentos que haviam restado, e ele não queria ter que nocautear alguém que lembra Mary. Muito ao contrário do que John imaginava, Adeline se mostra simpática e um tanto quanto agradável ao esticar uma das mãos em cumprimento a ele, que retribui imediatamente o gesto e a pergunta:

— Sou John Walker dos Estados Unidos da América — em meio as palavras ele se sente um pouco constrangido pelo fato de sua mão está um pouco suada - ele realmente estava próximo de confundir aquela mulher. — Muito prazer em conhecê-la oficialmente, "a tão famosa chefe de Departamento"  — soltando a mão da moça ele volta a olhar para chuva tentando desfaçar. Ele pensa em algum assunto para puxar e tentar explicar o porque dele estar tão fascinado pela chuva - ou parecer que ele está tentando não olhar para a mulher. Em poucos instantes uma ideia acerta sua cabeça. Não era uma ótima ideia, pois ela poderia acabar levantando suspeitas quanto ao seu trabalho, sua fuga e sua incoerência, mas por conta do nervosismo John quando percebe já está falando:

— O problema todo é que eu estou atrasado e a chuva não está facilitando — fala ele quando finalmente se da conta de sua burrada mas continua posicionado como se tudo estivesse ok, afinal, ele ainda poderia contar com a hipótese da ministerial não ligar uma coisa a outra, mas ela acaba ligando. Quando termina de ouvir a pergunta de Adeline ele torna a tentar explicar — É que tenho que voltar para Romênia agora, esqueci de falar — complementando para atender sua necessidade de voltar a olhar para a moça — Desculpa minha confusão, é que você realmente me lembra uma pessoa.

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